[Por David DeFusco, em EcoDebate] O crescimento explosivo das cidades em todo o mundo ao longo das próximas duas décadas apresenta sérios riscos às pessoas e ao meio ambiente global, de acordo com uma metanálise publicada hoje no PlosOne.

Pesquisadores de Yale, Estado do Arizona, Texas A&M e Stanford prevêem que até 2030 as áreas urbanas se expandirão por 590.000 milhas quadradas —quase o tamanho da Mongólia — para servir às necessidades de 1.47 bilhões de pessoas que vivem nas áreas urbanas.

“É provável que essas cidades sejam desenvolvidas em locais que são os mais diversos biologicamente,“ disse Karen Seto, o autor-líder do estudo e professor associado no ambiente urbano na Yale School de Estudos Ambientais & de Silvicultura. “Eles continuarão crescendo e expandindo-se em florestas, pontos quentes biológicos, savanas, linhas costeiras – locais vulneráveis e sensíveis.”

As áreas que encontraram foram se expandindo mais rapidamente ao longo das costas. “De todos os lugares para as cidades crescerem, as costas são as mais vulneráveis.

As pessoas e as infra-estruturas estão sob risco de inundações, tsunamis, furações e outros desastres ambientais,” disse Seto.

O estudo fornece uma estimativa inicial de quão rápido as áreas urbanas mundialmente estão crescendo e quão rápido elas podem crescer no futuro. “Sabemos bastante sobre os padrões globais de crescimento da população urbana, mas sabemos muito menos sobre como as áreas urbanas estão mudando”, disse ela. “

“Alterações na cobertura da terra associadas à urbanização conduzem muitas mudanças ambientais, desde perdas de habitat e conversão de terras agrícolas até alterações nos climas locais e regionais.”

Os pesquisadores examinaram estudos revisados por especialistas que usaram dados de satélites para crescimento de mapas urbanos e descobriram que de 1970 a 2000, a área ocupada urbana mundial tinha aumentado em, pelo menos, 22.400 milhas quadradas – metade do tamanho de Ohio.

“Este número é significativo, mas, na verdade, a expansão de áreas urbanas foi de longe muito maior do que nossa análise mostra, porque só consideramos os estudos publicados que usaram os dados de satélite,” disse Seto. “Descobrimos que 48 das áreas urbanas mais populosas foram estudadas usando os dados de satélite, com descobertas em jornadas revisadas por especialistas. Isso significa que não estamos acompanhando a expansão física de mais da metade das maiores cidades do mundo.”

Metade da expansão de terras urbanas na China é conduzida por uma classe média em ascensão, considerando que o tamanho das cidades na Índia e na África é impulsionado inicialmente pelo crescimento da população. “As rendas crescentes se traduzem no aumento da demanda por maiores casas e mais terras para o desenvolvimento urbano, que tem grandes implicações para a conservação da biodiversidade, perda de reservatórios de carbono e uso de energia.”

A Meta-Analysis of Global Urban Land Expansion
Seto KC, Fragkias M, Güneralp B, Reilly MK, 2011 A Meta-Analysis of Global Urban Land Expansion. PLoS ONE 6(8): e23777. doi:10.1371/journal.pone.0023777

Tradução de Fernanda Medeiros, da MR Tradutores Associados para o EcoDebate.

Texto de David DeFusco, da Yale University, publicado pelo EcoDebate, 23/08/2011

 
 
[EcoDebate] O Decreto 7.405/2010 que instituiu o Programa Pró-Catador para integrar as ações do Governo Federal relacionadas ao incentivo à organização produtiva, inclusão social e econômica, melhoria das condições de trabalho e expansão da coleta seletiva com a participação destes trabalhadores, estabeleceu o Comitê Interministerial para Inclusão Social e Econômica dos Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis para coordenar a execução e realizar o monitoramento do Programa.

Este Comitê é integrado por titulares e suplentes de dezesseis órgãos federais: Casa Civil, Ministérios da Educação, Saúde, Trabalho e Emprego, Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente, Desenvolvimento social e combate à Fome, Cidades, Indústria e Comércio Exterior, Previdência Social, Turismo, Planejamento, Minas e Energia, Fazenda, Secretaria Geral da Presidência da República e Secretaria de Direitos Humanos. Podem ser convidados para integrarem o Comitê representantes de outras organizações federais como o Banco Nacional de Desenvolvimento Social, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Petrobrás, Eletrobrás, Fundação Nacional de Saúde e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.

As atribuições do Comitê Interministerial são articular as políticas setoriais, acompanhar a implantação de ações voltadas aos catadores, apoiar ações de inclusão social e econômica deste segmento, estimular a formação de fóruns e comitês locais, propor campanhas educativas e promover a cultura de inclusão dos trabalhadores com materiais recicláveis e reutilizáveis nas ações e políticas públicas, propor a inclusão de recursos no orçamento da União e incentivar o setor privado nas ações inclusivas. A definição do plano de ação, critérios de reconhecimento, cadastramento e seleção do público alvo do Programa, conteúdos mínimos dos termos de adesão, avaliação dos editais e balanço anual dos resultados também são responsabilidades deste Comitê.

A coordenação é conjunta entre os Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e do Meio Ambiente e as atividades da Secretaria Executiva são exercidas pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome. As despesas de implantação e execução do Programa serão através de orçamento próprio anualmente destinado pelos órgãos e entidades envolvidas.

Antonio Silvio Hendges, articulista do EcoDebate, é Professor de Ciências e Biologia, Agente Educacional no RS. Email: as.hendges{at}gmail.com

EcoDebate, 23/08/2011http://www.ecodebate.com.br/2011/08/23/comite-interministerial-para-inclusao-social-e-economica-dos-catadores-de-materiais-reutilizaveis-e-reciclaveis-artigo-de-antonio-silvio-hendges/

 
 
Câncer, leucemia, malformações fetais, abortos espontâneos, problemas respiratórios, oculares e dermatológicos: é interminável a lista de doenças das quais os habitantes de San Jorge se dizem vítimas.

A 600 quilômetros de Buenos Aires, com seus 25 mil habitantes, San Jorge é um agradável vilarejo de Santa Fe, uma das mais ricas províncias agrícolas da Argentina. No bairro pobre de Urquiza, somente uma rua de terra separa a casa de Viviana Peralta dos campos de soja onde a pulverização de pesticidas se faz por avião. Foi somente quando ela percebeu que Ailen, sua filha de um ano e meio, estava tendo crises agudas de asma cada vez que o avião sobrevoava sua casa, que a sra. Peralta fez a associação. No hospital, uma pediatra confirmou a presença de glifosato no sangue de Ailen. Reportagem de Christine Legrand, Le Monde.

O glifosato é o princípio ativo do Roundup, o herbicida elaborado e comercializado pela empresa americana Monsanto, cujo uso se popularizou a partir de 1997 na Argentina, pioneira na América do Sul. Em contato com o herbicida, todas as ervas daninhas morrem, exceto pela soja RR (Roundup Ready), a soja transgênica tolerante ao Roundup criada pela Monsanto.

Em San Jorge, a incidência de câncer aumentou 30% em dez anos. Depois de uma pulverização, os habitantes contam que seus lábios ficaram arroxeados e suas línguas incharam. Frangos morreram. Gatos e cachorros perderam o pelo. Abelhas desapareceram e os pássaros foram rareando.

Depois de ter sido dispensada pelo prefeito, Viviana Peralta resolveu apelar para o tribunal. Um juiz a ouviu. Ele aceitou receber sua queixa, bem como a de 23 famílias do bairro, contra o governo argentino, as autoridades provinciais e os produtores de soja.

No dia 17 de março de 2009, a Justiça deu um veredito histórico ao proibir qualquer pulverização a menos de 800 metros das casas caso ela seja feita com a ajuda de “mosquitos”, os tratores que empregam asas com vários metros de extensão, e a menos de 1,5 quilômetro se feita por avião.

“O glifosato não é água benta, como quiseram fazer a gente acreditar!”, se revolta Carlos Manessi, agrônomo e coordenador para a província de Santa Fe da campanha nacional contra as pulverizações. Ele ressalta que a comercialização do Roundup foi autorizada na Argentina sem análise científica prévia do governo, e “somente a partir de um relatório da Monsanto em inglês, nunca traduzido.”

Os produtores locais de soja estão convencidos de que o Roundup é inofensivo. “Proibi-lo seria como proibir a aspirina”, diz um deles. A febre do “ouro verde” tomou conta da maior parte das províncias argentinas, incentivada pela demanda dos países emergentes e da disparada nos preços no mercado mundial. A Argentina é a terceira maior produtora de soja, e a primeira exportadora de produtos derivados (óleo e farinha). A soja RR ocupa mais da metade das terras cultivadas, ou seja, 17 milhões de hectares.

Terras queimadas

No frio do inverno austral, de cada lado da estrada nacional 10 que liga Santa Fe a Córdoba, outra rica província agrícola, se estendem a perder de vista terras acinzentadas, queimadas pelo Roundup antes da época das sementes. As vacas, habitantes tradicionais dos pampas, foram confinadas. Qualquer pedaço de terra, até na beira da estrada, é reservado para a soja. “Todos aqueles que falam dos perigos do glifosato são tratados como loucos, são acusados de serem contra a prosperidade do país”, se indigna Viviana Peralta. Ofereceram-lhe dinheiro para que ela se mudasse. Apesar das ameaças, um movimento de resistência surgiu em diversas províncias.

Em Córdoba, a associação das Mães do Bairro de Ituzaingo denuncia mais de 200 casos de câncer entre 5 mil habitantes. Nas ruas, as mulheres usam lenço na cabeça, e as crianças, uma máscara no rosto. Tratadas como “loucas”, as Mães conseguiram, em 2009, que um juiz proibisse a pulverização por avião a menos de 1,5 quilômetro das habitações. Mas nem sempre essas proibições são respeitadas. E o Roundup pode permanecer por muito tempo em suspensão na atmosfera, e viajar por vários quilômetros, levado pelo vento e pela água.

Muitas autoridades provinciais e parlamentares são eles próprios produtores de soja, ou investiram na produção de sementes. A maioria dos engenheiros agrônomos trabalha para fabricantes de pesticidas. Em compensação, há cada vez mais médicos rurais que falam sobre o “pesadelo sanitário”: “Ele afeta 12 milhões de pessoas na Argentina”, afirma Medardo Avila Vázquez, coordenador do movimento dos Médicos dos Povos Vítimas da Pulverização.

Na província do Chaco, na fronteira com o Paraguai, no município de La Leonesa, um estudo revelou que ao longo dos dez últimos anos a incidência de câncer triplicou, e o das malformações quadruplicou. Há uma batalha jurídica entre os habitantes e os produtores de arroz, a principal riqueza da região, que utilizam glifosato e praticam a aspersão por avião. A população pede por uma distância razoável entre as casas, as escolas, os cursos d’água e os arrozais. Mas também por um controle oficial da saúde dos habitantes e do meio ambiente.

O embriologista Andrés Carrasco, da Universidade de Buenos Aires, publicou, no final de 2010, um estudo mostrando o efeito tóxico do glifosato sobre embriões de anfíbios. Esse trabalho lhe valeu persistentes antipatias. Ele foi agredido quando esteve em La Leonesa, e a palestra que ele deveria dar no Salão do Livro foi cancelada. “Não descobri nada de novo. Só confirmei aquilo que outros cientistas haviam descoberto”, ele explica. “Existem provas científicas e, sobretudo, centenas pessoas que são a prova viva dessa urgente questão sanitária”.

O pesquisador lembra que na França e nos Estados Unidos, a Monsanto foi condenada por publicidade enganosa depois de apresentar seu herbicida como “100% biodegradável”. Na Argentina, utiliza-se cada vez mais o Roundup, pois as ervas daninhas estão desenvolvendo resistência. Em 1991, o país consumia um milhão de litros de glifosato, e passou para 200 milhões de litros em 2009.

Tradução: Lana Lim

Reportagem [En Argentine, les habitants exposés à l'herbicide se plaignent de multiples affections] de Le Monde, no UOL Notícias.

EcoDebate, 10/08/2011http://www.ecodebate.com.br/2011/08/10/argentinos-expostos-ao-herbicida-glifosato-usado-em-transgenicos-se-queixam-de-doencas/
 
 
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No início de janeiro de 2011 vários pássaros apareceram mortos na cidade de Beebe, Arkansas, EUA. Por volta de quatro mil pássaros foram recolhidos em um evento que gerou muitas dúvidas.
Segundo o jornal "El mundo de Córdoba", a partir da opinião da Clínica de Aves de Compañía y Silvestres de la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), os pássaros morreram pelas seguintes causas:
a) Com os fogos de ano novo, os animais ficaram apavorados e se chocaram contra vidraças, árvores e prédios;
b) Contaminantes derivados dos transportes urbanos;
c) Contaminantes derivados dos fertilizantes usados no campo.

Mais uma vez as ações antrópicas mostram seus efeitos maléficos no equilíbrio do meio ambiente. 

 
 
Falar de certificações ambientais é algo complexo. Há inúmeros selos e certificações no mercado, cada um visando um público. Nesta postagem separamos os mais conhecidos.
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A certificação ambiental mais conhecida e difundida é a ISO 14.000. A família ISO 14000 aborda vários aspectos da gestão ambiental. As primeiras duas normas, ISO 14001:2004 e ISO 14004:2004 lida com Sistemas de Gestão Ambiental (SGA). A ISO 14001:2004 fornece os requisitos para um SGA e a ISO 14004:2004 fornece orientações gerais para um SGA.

As outras normas e orientações para a família direcionam os aspectos ambientais, tais como: rotulagem, avaliação de desempenho, análise de ciclo de vida, de comunicação e de auditoria. A ISO 14001:2004 não especifica os níveis de desempenho ambiental. Se for especificado níveis de desempenho ambiental, eles teriam que ser específicos para cada atividade de negócios e isso exigiria um padrão para o SGA específico para cada negócio. Essa não é a intenção.

A ISO tem muitas outras normas que tratam de questões específicas do meio ambiente. A intenção da norma ISO 14001:2004 é fornecer um quadro para uma abordagem holística e estratégica para a política ambiental da organização, bem como planos e ações. Assim, a ISO 14001:2004 fornece os requisitos genéricos de um sistema de gestão ambiental. A filosofia subjacente é que para qualquer atividade da organização, os requisitos de um SGA eficaz são os mesmos. Isso tem o efeito de estabelecer uma referência comum para a comunicação sobre questões de gestão ambiental entre as organizações e seus clientes, órgãos reguladores, o público ea outros interessados.

Uma vez que a ISO 14001:2004 não estabelece níveis de desempenho ambiental, a norma pode ser implementada por uma grande variedade de organizações, independentemente do seu nível atual de maturidade da gestão ambiental. No entanto, é preciso firmar o compromisso de cumprimento da legislação ambiental e regulamentos aplicáveis necessários, juntamente com um compromisso de melhoria contínua - para que o SGA fornece o quadro sistemático (ISO, 2010).

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A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) restabeleceu o programa Selo Verde, uma certificação que atesta quais produtos e serviços são mais ambientalmente amigáveis, por meio de uma marca colocada no produto. Intitulada Rótulo Ecológico ABNT , a ação consiste em uma metodologia voluntária de certificação e rotulagem de desempenho ambiental e que visa informar os consumidores sobre quais produtos são menos agressivos ao meio ambiente.

Para solicitar esse selo, as empresas interessadas devem preencher um formulário presente na página oficial do programa ou fazer o download do questionário, preenchê-lo e enviar por email (ABNT, 2010).


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Empresas, produtos, eventos, serviços e pessoas físicas podem aderir ao programa Carbon Free ao contabilizar e compensar suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) por meio da Iniciativa Verde (http://www.iniciativaverde.org.br). A ONG calcula sua potencial emissão de carbono (convertendo o potencial de outros gases do efeito estufa em equivalente de carbono) e como neutralizar a emissão, com medidas compensativas - o plantio de árvores nativas da mata atlântica em áreas de preservação permanente.

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Você já viu este selo em produtos como pacotes de papéis? A certificação é um processo voluntário em que é realizada uma avaliação de um empreendimento florestal, por uma organização independente, a certificadora, e verificado os cumprimentos de questões ambientais, econômicas e sociais que fazem parte dos Princípios e Critérios do FSC.

O processo pode ser resumido em macro etapas:

  1. Contato inicial - a operação florestal entra em contato com a certificadora
  2. Avaliação - Consist em uma análise geral do manejo, da documentação e da avalicação de campo. O seu objetivo é preparar a operação para receber a certificação. Nessa fase são realizadas as consultas públicas, quando os grupos de interesse podem se manifestar.
  3. Adequação - Após a avaliação, a operação florestal dve adequar as não confirmidades (quando houver).
  4. Certificação da operação - a operação florestal recebe a certificação. Nessa etapa, a certificadora elabora e disponibiliza um resumo público.
  5. Monitoramento anual - Após a certificação é realizado pelo menos um monitoramento da operação ao ano. O processo da certificação é conduzida pela certificadora. 


O Conselho Brasileiro de Manejo Florestal não emite certificado. Cabe às certificadoras avaliar operações de manejo florestal ou de cadeias de custódia para conceder o uso do selo FSC nos produtos, e auditar operações certificadas, seja de manejo florestal ou de cadeia de custódia. Também cabe à certificadora precificar e cobrar por este serviço.Os 10 Princípios e Critérios 

Princípio 1: Obediência às Leis e aos Princípios do FSC
Princípio 2:  Responsabilidades e direitos de posse e uso da terra
Princípio 3:  Direitos  dos Povos Indígenas
Princípio 4: Relações Comunitárias e  Direitos dos Trabalhadores
Princípio 5: Benefícios da Floresta
Princípio 6: Impacto Ambiental
Princípio 7: Plano de Manejo
Princípio 8: Monitoramento e Avaliação
Princípio 9: Manutenção de florestas de alto valor de conservação
Princípio 10 : Plantações

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O Selo verde do CNDA é a ecoetiqueta que atesta a qualidade ecológica, socioambiental, do produto ou serviço que tem o apoio da sociedade civil. É fornecida para empresas que comprovam periodicamente, por meio de laudos técnicos, que seus ciclos de vida são amigáveis para o planeta e a vida que nele habita. Não podem prejudicar a vida e nem utilizar os recursos naturais de forma desregrada, estão preocupadas com os recursos renováveis e obedecem às exigências e consensos internacionais que tratam do socioambiental.São os conhecidos selos verde, green label, green seal, entre outros (CNDA,2010).

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As ecoetiquetas de caráter institucional do CNDA premiam esforços de ajustamento de conduta e participações em campanhas que apóiam movimentos socioambientais são instrumentos importantes do mercado verde. Por exemplo: Selo de empresa amiga do meio ambiente, amigo do paciente, etc., que seguem os mesmos princípios do selo verde. Entretanto, nesse caso, considerando a vontade do ajustamento de conduta, o apoio a serviços, projetos e programas socioambientais, os esforços para a adequação e a influência benéfica sobre terceiros, os requisitos exigíveis são mais brandos do que os necessários para se receber a outorga do selo verde. A ecoetiqueta institucional, diferente do selo verde que atesta a qualidade de produtos e serviços, é uma referência para a empresa de uma forma geral (CNDA,2010).

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Em relação aos produtos orgânicos, há diversas certificações. Vamos citar duas: O Ecocert e o Instituto Biodinâmico (IBD). Os certificados ECOCERT são aceitos na maior parte dos mercados em razão das múltiplas acreditações da mesma. A marca ECOCERT, beneficia-se de uma ótima reputação no plano internacional e da confiança dos consumidores e da indústria de produtos orgânicos. A ECOCERT apóia seus clientes, em particular quanto às regras da agricultura orgânica. Na União Européia, apóia a obtenção da permissão de importação, pelos importadores. Os procedimentos da ECOCERT são claros e fáceis de compreender. São executados por inspetores e administradores qualificados e compromissados. A ECOCERT busca programas de inspeção rentáveis, combinando diferentes sistemas de certificação ou compartilhando as inspeções com outras agências de certificação. As tarifas da ECOCERT são transparentes. Os orçamentos, propostos antes de qualquer comprometimento dos clientes com o serviço, são avaliados exclusivamente pelo tempo gasto no projeto e custos complementares associados (exemplo: análises de laboratório). Não é cobrado porcentagens sobre produtos comercializados ou quaisquer outras taxas. Não existe qualquer custo adicional pelo uso da marca ou logotipo ECOCERT. Os inspetores e o pessoal da ECOCERT são, em geral, capazes de comunicar-se nos diferentes idiomas. Um intercâmbio fácil e uma compreensão clara são os princípios de nossa política de comunicação. A ECOCERT informa continuamente todos seus clientes sobre as publicações e mudanças necessárias nos sistemas de certificação utilizados. Principais certificados Ecocert:

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O IBD atua em todo o Brasil e América do Sul. Tem seus fundamentos em princípios humanistas, segue a legislação trabalhista, incentivando o comprometimento social dos projetos certificados, e a legislação ambiental, promovendo a recuperação e a conservação do meio ambiente. O IBD é acreditado por quatro organismos internacionais:
• IFOAM - Federação Internacional de Movimentos de Agricultura Orgânica, acreditação da maior rigidez para certificadoras de produtos orgânicos.
• DAR – Deutsche Akkreditierungsrat, órgão com alta competência de credenciamento de certificadoras da Alemanha, que garante aos produtos certificados IBD acesso a todos os paises da Comunidade Européia. O DAR verifica se o IBD aplica as Normas ISO 65, para certificadoras no âmbito do regulamento orgânico CE 834/2007. 
• USDA - United States Department of Agriculture, que garante aos produtos certificados IBD acesso ao mercado norte-americano.
• Demeter International garante a certificação de produtos biodinâmicos com a marca DEMETER. 
 Principais exigências da certificação IBD:
• Desintoxicar o solo;
• Não utilizar adubos químicos e agrotóxicos;
• Atender às normas ambientais do Código Florestal Brasileiro;
• Recompor matas ciliares, preservar espécies nativas e mananciais;
• Respeitar as normas sociais baseadas nos acordos internacionais do trabalho;
• Respeitar o bem-estar animal; 
• Desenvolver projetos sociais e de preservação ambiental. 

Na área de construção civil, destacam-se as seguintes certificações ambientais: Aqua (Alta qualidade Ambiental), Leed (Leadership in Energy and Environmental Design) e Procel Edifica.
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O processo Aqua, brasileira, decorreu da francesa Démarche HQE. O Processo AQUA é um Processo de Gestão Total do Projeto para obter a Alta Qualidade Ambiental do seu Empreendimento de Construção.Essa qualidade é demonstrada para seus clientes, investidores e demais partes interessadas por meio da certificação.

A certificação e a marca Processo AQUA são concedidas pela Fundação Vanzolini, com base em auditorias presenciais independentes (FUNDAÇÂO VANZOLINI, 2010).

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O comitê LEED® esta dividido em cinco subcomitês temáticos, que abordam os cinco critérios de avaliação da ferramenta LEED: Materiais e Recursos (MR), Energia e Atmosfera (EA), Espaço Sustentável - Site (SS), Qualidade Ambiental Interna (EQ) e o Uso Racional da Água (WE).

Estes subcomitês analisarão os critérios adotados pelo LEED e apresentarão uma sugestão de adaptação dos créditos que venham a julgar necessárias (GBCBRASIL, 2010).O Green Building Council Brasil optou por disseminar no mercado o sistema de certificação LEED® (Leadership in Energy and Environmental Design®) adaptado a realidade brasileira. Portanto estamos trabalhando na interpretação e adaptação desta ferramenta para o mercado nacional.


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O Programa Nacional de Eficiência Energética em Edificações – PROCEL EDIFICA foi instituído em 2003 pela ELETROBRAS/PROCEL e atua de forma conjunta com o Ministérios de Minas e Energia, o Ministério das Cidades, as universidades, os centros de pesquisa e entidades das áreas governamental, tecnológica, econômica e de desenvolvimento, além do setor da construção civil.

O PROCEL promove o uso racional da energia elétrica em edificações desde sua fundação, sendo que, com a criação do PROCEL EDIFICA, as ações foram ampliadas e organizadas com o objetivo de incentivar a conservação e o uso eficiente dos recursos naturais (água, luz, ventilação etc.) nas edificações, reduzindo os desperdícios e os impactos sobre o meio ambiente.

O consumo de energia elétrica nas edificações corresponde a cerca de 45% do consumo faturado no país. Estima-se um potencial de redução deste consumo em 50% para novas edificações e de 30% para aquelas que promoverem reformas que contemplem os conceitos de eficiência energética em edificações.

Buscando o desenvolvimento e a difusão desses conceitos, o Procel Edifica vem trabalhando através de 6 vertentes de atuação: Capacitação, Tecnologia, Disseminação, Regulamentação, Habitação e Eficiência Energética e Planejamento.

 
 
Enquanto passamos anos para compreender o mundo que nos circunda, Sevem Suzuki, uma criança, foi capaz de ser mais sábia que a maioria de nós. Representando um grupo canadense de crianças, ela traz a discussão sobre seu futuro e das próximas gerações. Inverte o papel dos valores, colocando em primeiro lugar o direito a vida e a saúde. Sem ser piegas ou apelar para sentimentalismos, Sevem foi capaz de ser precisa e sábia ao mesmo tempo. E expôs algo que relutamos em aceitar: não sabemos como cuidar do nosso mundo.
 
 
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Nesta sexta (11/06/2010) ministrei em Araxá uma palestra sobre Logística Reversa e Resíduos Sólidos. Fiquei impressionado o quanto Araxá abraçou a questão ambiental. Principais ações:

* Semana do meio ambiente: Sustentabilidade Qualidade de vida
* Implantação do cinturão verde
* Metas de coleta seletiva
* Campanhas ambientalistas por toda a cidade

Quem quiser ver a programação da Semana do Meio ambiente pode acessar o site: http://www.araxa.mg.gov.br/NoticiasDetalhes.aspx?id=234


 
 
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USINAS TERMOELÉTRICAS A LIXO
EDR – ENERGIA DERIVADA DOS RESÍDUOS
CDR – COMBUSTÍVEL DERIVADO DOS RESÍDUOS

EDR – ENERGIA DERIVADA DOS RESÍDUOS:

Os resíduos domésticos têm quase a metade do potencial energético do carvão. A recuperação de energia a partir da porção não reciclável dos resíduos domésticos é uma opção válida tanto econômica quanto ecologicamente. Os 230 milhões de toneladas de Resíduos Sólidos Municipais - RSM que são produzidos anualmente na Europa poderiam preencher cinco por cento das necessidades energéticas do continente. A geração de resíduos continua a superar o crescimento econômico e a Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCED) informou que a geração de resíduos municipais nos países que fazem parte da OCED deve crescer substancialmente até 2020. Juntamente com a reciclagem e a compostagem, o reaproveitamento da energia derivada dos resíduos (EDR) tem um papel importante no gerenciamento de resíduos e na recuperação de recursos.
EDR – ENERGIA DERIVADA DOS RESÍDUOS:

PRINCIPAIS VIRTUDES DA RECUPERAÇÃO DA ENERGIA:

* redução do volume de resíduos;

* gerar resíduos inertes;

* benefícios financeiros obtidos a partir dos resíduos;

* desviar o fluxo de resíduos biodegradáveis;

* um modo prático de gerenciar os aumentos na geração de resíduos.

OPÇÕES NA RECUPERAÇÃO DE ENERGIA:


1 - Recuperação de gás de aterros:

O gás de aterro é produzido pela decomposição de resíduos orgânicos em condições anaeróbias no local do aterro. Normalmente, o gás de aterro é composto por 55 por cento de metano, 40 por cento de dióxido de carbono e pequenas quantidades de nitrogênio, hidrogênio e água. Esses gases podem ser coletados através de um rede de dutos horizontais e poços, que são instalados anteriormente e durante a disposição dos resíduos no local do aterro. Os benefícios do aproveitamento do gás de aterro como fonte energética foram a solução para o problema dos vazamentos de gás nos aterros que freqüentemente ofereciam risco de explosões. Como o metano é um dos gases responsáveis pelo aumento do efeito estufa, o seu uso como fonte de energia traz o benefício adicional de ajudar a reduzir o seu potencial de aumentar o aquecimento global.


2 - Digestão anaeróbia:

Os resíduos orgânicos podem ser fracionados através da digestão anaeróbia (DA) e o gás metano produzido pode ser recuperado. A decomposição anaeróbia vem sendo utilizada extensivamente para o tratamento dos resíduos agrícolas e provenientes de esgotos. O seu uso no tratamento de RSM, normalmente nos resíduos de esgoto, produz um combustível que pode ser utilizado - como é o caso do gás de aterro - para alimentar os incineradores, na geração de eletricidade ou, após ser purificado, para ser adicionado ao suprimento de gás. Uma grande vantagem da DA é que todo o gás produzido pode ser coletado e utilizado, ao contrário do gás de aterro, cuja eficiência na coleta é relativamente baixa (50 por cento ou menos). A DA também produz um resíduo sólido ou "digestato", que pode ser tratado e usado como fertilizante.

3 - Combustão:

A técnica convencional de combustão de resíduos, chamada de incineração em massa, envolve a queima dos resíduos à medida que eles vão sendo enviados, após a retirada dos itens pesados. Normalmente é feita a mistura dos resíduos para ajudar a queima. No passado, as instalações para incineração eram projetadas com o único objetivo de processar os resíduos, mas as instalações atuais são, de um modo geral, projetadas para recuperar a energia dos resíduos na forma de vapor, água quente ou eletricidade.

4 – CDR - Combustível Derivado de Resíduos:

Em sua forma mais simples, o CDR se apresenta como um material bruto na forma de flocos, produzido a partir de RSM de origens diversas que passaram por uma série de estágios de classificação e remoção magnética de materiais ferrosos e não ferrosos. Alternativamente, pode haver processos adicionais que transformarão o CDR em um combustível adensado e pelotizado (ou em forma de cubos), o que facilitará o transporte e a estocagem. A transformação dos resíduos em CDR bruto ou pelotizado difere da queima em massa por ser feita em dois estágios, onde o primeiro estágio de processamento pode ser conduzido inteiramente à parte do segundo estágio de queima. Este último poderá acontecer em um local diferente e a qualquer hora.

5 - Combustão em leito fluidizado:

A tecnologia de combustão em leito fluidizado é baseada em um sistema no qual, ao invés de os resíduos serem queimados sobre uma grade (como ocorre nos processos de queima em massa), o leito de chamas é composto por partículas inertes como areia ou cinzas. Quando o ar é bombeado através do leito, o material se comporta como um fluido. Há muitos projetos diferentes de queimadores de leito fluidizado (LF), por exemplo, os leitos de circulação e de bolhas. Em qualquer caso há a necessidade de resíduos de tamanho uniforme

6 - Gaseificação e pirólise:

A gaseificação é o processo de reação do carbono com o vapor para produzir hidrogênio e monóxido de carbono. A gaseificação converte uma matéria-prima sólida ou líquida em gás através da oxidação parcial, sob a aplicação de calor.

A pirólise é um processo formado por uma série de reações complexas, iniciadas quando um material é aquecido (de 400 a 800º C), na ausência de oxigênio, para produzir correntes de vapores condensáveis e não condensáveis e resíduos sólidos. O calor fraciona a estrutura molecular dos resíduos, liberando compostos de carbono na forma líquida, sólida e gasosa, que poderão ser utilizados como combustíveis.

TENDÊNCIAS:

Um fator fundamental é a crescente pressão para que se faça o reprocessamento de materiais de acordo com a política de gerenciamento de fontes geradoras de resíduos. Isso conduz ao aumento da coleta e à separação de materiais, que também levam à uma maior seleção da fração de alto valor calorífico e, ainda, de uma menor quantidade de materiais perigosos.

Estados Unidos.

Em 1999, havia 122 usinas de EDR nos Estados Unidos - três a mais que no ano anterior. De uma maneira geral, a proporção de resíduos incinerados passou de nove por cento em 1997 para 7,5 por cento em 1998, principalmente como resultado do aumento das taxas de reciclagem e compostagem. Os dados da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos mostram que em termos relativos e absolutos, os dados mais recentes indicam que tanto a reciclagem de materiais quanto a recuperação de energia alcançaram juntos os valores de pico.

Europa:

Na Europa, a proporção de resíduos incinerados com recuperação de energia varia de sete por cento (Itália, 1997) a 58 por cento (Dinamarca, 1996). No Reino Unido, a EDR contabilizou oito por cento dos resíduos municipais e quatro por cento dos resíduos comerciais em 1998/1999.

Um estudo sobre as usinas de EDR européias com capacidade de mais de 30 mil toneladas por ano mostrou que 96 por cento recuperam energia e que a capacidade média é de 177 mil toneladas por ano.

Fonte: Kogenergy Obs: foto representa uma termoelétrica comum.

 
 
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Sacuda para Recarregar.

A Mintpass propôs um novo conceito de pilhas e baterias, chamada "Mint battery". Ela é recarregada por sacudidas. Ao invés de usar um dispositivo externo equipado com um dínamo para recarregar, a Mint Battery dispensa periféricos. Basta retirar do aparelho, sacudir e pronto: ela estará recarregada.



Fonte: http://www.mintpass.com/select/select_detail.asp?Idx=34

 
 
Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Masdar_City

Masdar City
(Arabic: مصدر‎, maṣdar, lieralmente A fonte) é a uma cidade planejada em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Está sendo construída pela Abu Dhabi Future Energy Company, subsidiária da Mubadala Development Company, Desenhada pela British architectural firm Foster + Partners, a cidade terá por base na matriz energética a energia solar e outras fontes de energia renovável. Cidade sustentável, com emissão zero de carbono e baixo desperdício. A cidade localiza-se a 17 quilômetros a sudeste de Abu Dhabi, ao lado do Aeroporto internacional de Abu Dhabi.

Funcionará na cidade o escritório central da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA).